Rio de Janeiro é responsável por um terço dos casos de medicina ilegal no Brasil

| Redação
Wp external image W8XEG7

Entre 2012 e 2023, o estado do Rio de Janeiro registrou 937 ocorrências de exercício ilegal da medicina, conforme dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). Este número pode ser ainda maior, uma vez que muitos casos não são reportados devido a medo, vergonha ou falta de conhecimento sobre como denunciar.

De acordo com informações da polícia civil, o Rio concentra quase um terço dos registros de práticas médicas ilegais no país. Muitas dessas ações envolvem procedimentos estéticos invasivos realizados por indivíduos sem a devida formação ou autorização legal.

Essas preocupações foram destacadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. A entidade enfatiza que essas práticas irregulares podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo sequelas permanentes e até mortes, e pede medidas urgentes para proteger a população.

A SBCP-RJ ressaltou que qualquer procedimento invasivo, seja estético ou não, deve ser precedido de uma avaliação clínica adequada, com conhecimento técnico e planejamento anestésico. “Realizar tais procedimentos sem a formação médica necessária aumenta os riscos de infecções, deformidades permanentes e até morte”, alertou a instituição.

Além disso, é fundamental que esses procedimentos sejam realizados em ambientes adequados, que minimizem o risco de infecções e garantam o cuidado necessário aos pacientes, além de acesso a equipamentos de suporte à vida em caso de emergências. “Consultórios e clínicas de estética não possuem essas condições”, reforçou a SBCP-RJ.

Para combater essas irregularidades, a entidade solicita que a população denuncie práticas ilegais às autoridades competentes e escolha apenas médicos qualificados para procedimentos invasivos, a fim de diminuir o risco de complicações. É aconselhável verificar a formação dos profissionais nos conselhos de medicina e na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Os médicos também são incentivados a relatar ao Conselho Federal de Medicina (CFM) casos em que atendem vítimas de procedimentos inadequados, utilizando a Plataforma Medicina Segura.

As notícias publicadas por esse autor são de fontes próprias e externas, e não representam o posicionamento do veículo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/rio-concentra-quase-um-terco-de-casos-de-exercicio-ilegal-da-medicina