Um novo Projeto de Lei, o 3612/26, está em discussão na Câmara dos Deputados e visa proteger os consumidores de jogos eletrônicos. A proposta assegura que os jogadores possam continuar desfrutando de seus jogos mesmo após o encerramento dos servidores oficiais pela empresa.
De acordo com a proposta, as empresas devem informar aos consumidores sobre a duração do suporte ao jogo antes da compra, com um mínimo de dois anos garantidos. Caso decidam encerrar o serviço, as empresas têm a obrigação de notificar os usuários com pelo menos 180 dias de antecedência, utilizando tanto o próprio jogo quanto seus canais oficiais para tal aviso.
Após o desligamento dos servidores, as empresas deverão oferecer pelo menos uma das seguintes opções: disponibilizar uma versão offline do jogo, fornecer ferramentas para que a comunidade mantenha o jogo ativo, ou reembolsar parte do valor pago pelo consumidor.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do projeto, enfatiza que os consumidores não devem perder o acesso a um produto digital simplesmente porque a empresa decidiu encerrar o serviço sem oferecer alternativas. Ela afirma que “a compra de um produto digital não pode estar sujeita a um dispositivo unilateral de autodestruição”.
Para jogos multiplayer, a proposta também permite que a comunidade crie e mantenha servidores próprios após o fim do serviço oficial, sem que isso afete os direitos autorais, que permanecem com a empresa desenvolvedora.
Além disso, o projeto reconhece os jogos brasileiros e outros relevantes como patrimônio cultural digital, permitindo que iniciativas de preservação e catalogação recebam incentivos da Lei Rouanet. Os fabricantes poderão, ainda, entregar uma cópia completa do jogo à Fundação Biblioteca Nacional, incluindo o código e a documentação técnica, para garantir a preservação dessas obras.
Para assegurar a implementação das novas regras, será criado o Fundo Nacional de Preservação e Fomento aos Jogos Eletrônicos, financiado por multas aplicadas às empresas que não cumprirem a lei. As penalidades incluem multas de 1% do faturamento bruto ou R$ 500 mil para empresas que encerrarem serviços antes do prazo mínimo ou sem aviso prévio.
O projeto está em regime de urgência e pronto para ser discutido no Plenário da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, precisará ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.
As notícias publicadas por esse autor são de fontes próprias e externas, e não representam o posicionamento do veículo.