Médico tranquiliza sobre a febre do Nilo Ocidental no Brasil

| Redação
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A febre do Nilo Ocidental, embora não seja comum no Brasil, é uma infecção viral que já é conhecida na África há cerca de 90 anos. O médico infectologista Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da USP, afirma que, apesar de alguns casos confirmados e uma morte associada à doença, a grande maioria dos casos é leve, com menos de 1% evoluindo para formas graves.

“Não há razão para alarme, mas é essencial monitorar os casos e prestar atenção às aves e a locais onde há mortalidade anormal entre elas. É importante ressaltar que o contato com aves não significa necessariamente contrair a doença”, destacou o médico.

A febre do Nilo Ocidental é causada por um arbovírus, que também inclui os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A principal forma de transmissão é através da picada do mosquito Culex, que se infecta ao se alimentar de aves contaminadas.

Embora a infecção possa ser assintomática, cerca de 20% das pessoas afetadas apresentam sintomas, que geralmente são leves. Os sintomas podem incluir febre, mal-estar, náuseas, dor de cabeça, entre outros.

“Os mosquitos que picam aves infectadas podem transmitir o vírus aos humanos. Os sintomas são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e zika”, explicou Costa. Os casos podem variar de febres leves a condições mais sérias, como encefalite e meningite, que requerem atenção médica imediata.

O tratamento em casos graves pode necessitar de internação hospitalar e cuidados intensivos, incluindo a reposição de líquidos e suporte respiratório. O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente em pacientes com histórico de exposição a áreas com mosquitos.

Atualmente, não há vacina ou tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental. O manejo é focado no alívio dos sintomas, com repouso e hidratação.

Até o momento, foram confirmados dois casos no estado de São Paulo, um deles de uma mulher que já se recuperou após viajar à Amazônia, e outro de uma adolescente que permanece internada. Este é o primeiro registro de casos humanos da doença no estado. As autoridades de saúde continuam a investigar e monitorar a situação.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-08/febre-do-nilo-ocidental-nao-ha-motivo-para-panico-diz-medico