Em 2026, o Brasil enfrentou um aumento nos casos de mpox, levando o Ministério da Saúde a adquirir 20 mil doses da vacina de forma estratégica e preventiva. A doença, que se manifesta inicialmente com erupções cutâneas que evoluem para bolhas e crostas, afeta principalmente áreas como rosto, mãos, pés, boca e região genital, além de causar inchaço nas ínguas da virilha.
A médica infectologista Carolina Lázari, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), informou que até outubro, o Brasil registrou 665 casos da doença, sem óbitos. Ela destacou que, neste momento, não é necessária uma vacinação em massa, pois as medidas preventivas adotadas pelo Ministério têm se mostrado eficazes. O foco está em homens jovens vivendo com HIV/Aids, que possuem imunidade comprometida, e em profissionais de laboratório que manipulam o vírus.
Lázari também alertou que cuidadores de pacientes infectados estão em risco de contrair a doença. Ela mencionou surtos anteriores de mpox em 2022 e 2024, sendo que o primeiro resultou em uma epidemia internacional com 10.821 casos no Brasil, enquanto o segundo, na República Democrática do Congo, envolveu uma nova variante do vírus, levando a OMS a declarar uma Emergência de Saúde Pública.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está atenta ao aumento de casos, especialmente na capital, onde 207 dos 298 casos confirmados entre janeiro e novembro deste ano foram registrados. Para combater a doença, mais de duas mil doses da vacina foram enviadas ao Rio de Janeiro, e a SES-RJ mantém vigilância ativa, garantindo que o Sistema Único de Saúde (SUS) esteja preparado para diagnosticar e tratar os casos.
A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus e se espalha por contato íntimo e gotículas respiratórias. Medidas de prevenção incluem evitar contato com lesões suspeitas e buscar atendimento médico ao apresentar sintomas como erupções cutâneas, febre e dores musculares.
A vacinação é direcionada a grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV que estão em maior risco de complicações. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro reiniciou a vacinação, priorizando aqueles com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/mm³. A imunização será escalonada, com planos de incluir outros grupos conforme a disponibilidade de vacinas.
As vacinas estarão disponíveis em cinco unidades de saúde, incluindo três Super Centros Cariocas de Vacinação, que funcionam em horários estendidos, além de outros centros especializados.
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