Os Estados Unidos enfrentam um aumento alarmante no número de casos de sarampo, que chegou a 5.182 neste ano, o maior registro anual em 35 anos, conforme os dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
A maioria das infecções, cerca de 96%, ocorreu entre indivíduos não vacinados ou cujo status vacinal era desconhecido. A Pensilvânia se destaca como o estado mais impactado, com 1.487 casos e 287 internações, além de registrar a sexta morte relacionada à doença nesta semana.
Na quinta-feira, o Departamento de Serviços de Saúde de Wisconsin confirmou a morte de um bebê, enquanto Nova York reportou sua primeira morte associada ao sarampo em mais de três décadas.
Os dados do CDC, atualizados recentemente, mostram que a Carolina do Sul e Utah estão em segundo lugar em número de casos, com 670 e 536, respectivamente. No total, o CDC registrou quatro mortes relacionadas ao sarampo em 2026, sem especificar as localidades, e três mortes em 2025.
A mudança na contagem de mortes se deu após o CDC, sob a liderança do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., começar a utilizar dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, em vez dos números fornecidos pelos departamentos estaduais.
As hospitalizações relacionadas ao sarampo totalizaram 562, representando 11% dos casos reportados. Entre os afetados, 2.132 eram adultos com 20 anos ou mais, 2.104 eram jovens de 5 a 19 anos e 908 eram crianças menores de 5 anos. Este ano, foram identificados 43 novos surtos, segundo o CDC.
Além disso, a expectativa é que uma comissão de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde decida na próxima semana se os Estados Unidos ainda cumprem os critérios para a eliminação do sarampo, status que o país mantém desde o ano 2000.
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