O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, enfatizou a importância de um tratado internacional sobre pandemias, especialmente à luz das epidemias mortais, como a do ebola na República Democrática do Congo (RDCongo). Durante a nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental (GTI), que acontece em Genebra até 13 de novembro, ele pediu aos representantes dos países que finalizem este acordo crucial.
Ainda há divergências entre nações ricas e em desenvolvimento sobre como implementar o acordo histórico, que foi adotado no ano passado e visa estruturar a gestão de futuras pandemias, como a da covid-19. Tedros ressaltou que a proteção das populações é o principal objetivo da conclusão desse tratado.
Ele alertou que uma ameaça patogênica, independentemente de onde surja, pode afetar todos os países. Citou a recente epidemia de hantavírus, que resultou em três mortes em um navio de cruzeiro, e a epidemia de ebola, que causou quase 5 mil mortes entre mais de 10 mil infectados na RDCongo, como exemplos da urgência dessa questão.
As negociações sobre um mecanismo fundamental, o Sistema de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios (PABS), ainda não foram concluídas, apesar de várias reuniões desde julho de 2025. Tedros afirmou que o PABS é a última peça necessária para que o acordo global sobre pandemias entre em vigor, definindo como será o acesso a agentes patogênicos e a partilha de benefícios, como vacinas e tratamentos.
Ele também destacou a lição aprendida durante a pandemia de covid-19: a necessidade de colaboração global, pois nenhum país pode se proteger sozinho. A desigualdade no acesso às vacinas, que custou vidas e prolongou a pandemia, deve ser evitada no futuro.
A conclusão deste tratado é vista como essencial para garantir um futuro mais seguro contra pandemias.
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