A partir de hoje, 23 de outubro, o Ministério da Saúde inicia uma nova expedição focada na saúde indígena no território Yanomami, localizado em Roraima. Esta ação se estenderá até o dia 30 do mesmo mês, com atividades concentradas no Polo Base Surucucu.
De acordo com informações divulgadas pela pasta, a expectativa é realizar até 750 atendimentos, que incluirão consultas nas áreas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.
Os serviços estarão disponíveis no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em diversas comunidades da região. O ministério ressaltou que avaliações, diagnósticos e acompanhamento poderão ser feitos diretamente no território, com o objetivo de minimizar remoções desnecessárias e fortalecer a rede de saúde indígena.
Os grupos prioritários para atendimento incluem crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções frequentes e desnutrição, além de gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas e indígenas com malária, especialmente aqueles que apresentam complicações ou que necessitam de avaliações adicionais.
A expedição também atenderá pacientes que estão à espera de acompanhamento especializado, encaminhamentos ou remoções. A proposta visa aumentar a eficácia da assistência local e garantir a continuidade do cuidado em colaboração com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.
O Polo Base Surucucu, situado no município de Alto Alegre (RR), faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana, abrigando cerca de 2.544 indígenas em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami.
O ministério destacou que a geografia montanhosa e o isolamento das comunidades representam desafios significativos para a assistência à saúde na região. O transporte é realizado principalmente por via aérea, o que impacta a mobilidade das equipes, o transporte de insumos e a continuidade do atendimento.
Além disso, a ação busca apoiar a investigação de casos mais complexos, diminuir os problemas decorrentes de diagnósticos tardios e aprimorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, desde o encaminhamento de pacientes para serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, assegurando uma melhor continuidade do cuidado.
As notícias publicadas por esse autor são de fontes próprias e externas, e não representam o posicionamento do veículo.