Recentemente, o Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a finalização do despovoamento sanitário em uma granja de perus de corte localizada em Nova Itaberaba, Santa Catarina, onde um foco da Doença de Newcastle foi detectado.
Atualmente, estão sendo realizados procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações, seguindo rigorosamente os protocolos sanitários estabelecidos.
Além disso, o ministério informou que as ações de vigilância epidemiológica e monitoramento das propriedades na área restrita continuam em andamento. O controle do trânsito de animais e outros materiais que devem obedecer às normas sanitárias também está sendo implementado.
O ministério ressaltou que a resposta à situação envolve profissionais da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da prefeitura local, da Polícia Civil e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária. Essas equipes estão ativamente envolvidas em operações de vigilância e apoio às medidas de contenção do surto.
O Mapa (Ministério da Agricultura) enfatizou que a colaboração com o serviço veterinário oficial de Santa Catarina é fundamental para evitar a propagação da doença e manter a saúde sanitária da avicultura no Brasil.
O foco da Doença de Newcastle foi confirmado no dia 18 de setembro, levando à interdição do estabelecimento pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. A movimentação de aves foi suspensa e diversas medidas de controle e erradicação foram implementadas.
Uma portaria foi publicada, declarando estado de emergência zoossanitária por um período de 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
O ministério também notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) sobre a ocorrência e compartilhou informações iniciais sobre o evento e as medidas sanitárias com parceiros comerciais bilaterais.
A Doença de Newcastle, que afeta aves domésticas e silvestres, é causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme definido pela OMSA. A identificação do surto em Santa Catarina ocorreu durante uma investigação epidemiológica realizada pelo serviço veterinário estadual, sendo confirmada por análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.
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