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Campanha pretende vacinar mais de 24 milhões de brasileiros Imprimir E-mail
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Seg, 07 de Maio de 2012 00:00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início à campanha, na manhã deste sábado (5), em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início, neste sábado (5), a 14ª Campanha de vacinação Contra a Gripe. A campanha vai até o dia 25 de maio e pretende vacinar 24,1 milhões de pessoas, ou seja, 80% do público alvo: pessoas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e povos indígenas que devem procurar um dos postos de vacinação mais próximo de casa ou trabalho para ser imunizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste primeiro dia, acontece o chamado “Dia D de Mobilização”, onde postos de saúde de todo o país vão funcionar das 8 horas às 17 horas. O ministro Alexandre Padilha explicou que a ideia é promover um dia de intensa mobilização da comunidade e ampliar a cobertura vacinal. “Hoje, no Die D, não só unidades de saúde estão abertas para atender ao público, mas também temos parcerias com igrejas, shoppings e clubes de futebol. São 65 mil postos de vacinação em todo o país, além de 27 mil veículos em mobilização, quer sejam fluviais para chegar até a região Amazônica ou caminhonetes para chegar até a área rural”, disse, durante visita à Clínica da Família Otto Alves de Carvalho, em Jacarepaguá (RJ). A mobilização com a presença do ministro será feita também em Porto Alegre (RS), à tarde.

Desde 1999, idosos e população indígena recebem a imunização. A partir do ano passado, crianças entre seis meses e dois anos de idade incompletos, mulheres grávidas em qualquer fase da gestação e trabalhadores de saúde também passaram a receber as doses. Já neste ano, a vacinação também se estenderá para a população prisional. A imunização desse grupo ocorrerá logo após a campanha, em estratégias definidas pelas secretarias de Saúde e Justiça estaduais e municipais.

A escolha dos grupos foi recomandada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), respaldada em estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Segundo Padilha, ao vacinar o grupo prioritário, os resultados são sentidos em toda a sociedade. “Também estamos protegendo todo o conjunto da sociedade, porque cortamos a cadeia de transmissão do vírus para o conjunto da sociedade”, comentou.

O principal objetivo da campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações provocadas por infecções do vírus da gripe. Além do público alvo, também podem vacinar pessoas com comorbidades, sob prescrição médica, nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

A campanha deste ano tem como lema “proteger é cuidar”. O Ministério distribuiu para os estados e Distrito Federal, 31,1 milhões de doses da vacina e repassou R$ 24,7 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Esses recursos são usados para custear a infraestrutura das campanhas, como a aquisição de seringas e agulhas, o deslocamento das equipes e o material informativo distribuído. Cerca de 240 mil profissionais do SUS estarão envolvidos na ação.

A campanha é realizada pelo Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de todo o país.  A vacina protege contra os três principais vírus da gripe que circulam no hemisfério Sul, entre eles o da influenza A (H1N1), como recomenda a OMS.

Como a vacina a ser utilizada na campanha de 2012 tem a mesma composição da utilizada em 2011, todas as crianças de 6 meses a menores de 9 anos que receberam uma ou duas doses da vacina contra a influenza sazonal em 2011, devem receber apenas uma dose em 2012.

EFICÁCIA DA VACINA –Estudos apontam que a campanha anual de vacinação contribuiu ao longo dos anos para a prevenção da gripe nos grupos imunizados, quebrando, por consequência, a cadeia de transmissão para a população em geral.

Em 2011, foram imunizadas 25,1 milhões de pessoas, o que representou 84,1% do público total de 29,9 milhões. Resultado da imunização, já em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados teve redução de 44% - de 9.383 para 5.230.

Estudos demonstram ainda que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% do número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.

Além da ampliação do público-alvo no ano passado e da superação da meta de vacinar 80% deste grupo, o ministro da Saúde atribui a sequencia de reduções nos óbitos, casos graves e hospitalizações pela forma mais grave da gripe, “a ampliação da distribuição do único remédio que existe contra influenza, que é o oseltamivir”. 

A OMS estima que há no mundo cerca de 1,2 bilhão de pessoas com risco elevado de complicações por gripe: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica.

REAÇÕES - A vacina não é recomendável para pessoas com alergia à proteína do ovo – usada na fabricação – ou para quem teve reações adversas a doses anteriores. Em casos de doenças agudas e febris ou de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável a busca de avaliação médica.

 

UF

População alvo

Meta

Nº de doses

R$ repassado pelo Ministério

RO

201.197

160.958

221.320

325.427,21

AC

109.839

87.871

120.820

175.501,90

AM

575.851

460.681

633.440

924.039,33

RR

103.984

83.187

114.380

166.500,20

PA

981.116

784.892

1.079.230

1.585.528,37

AP

82.397

65.918

90.640

133.527,52

TO

202.028

161.622

222.230

325.293,02

NORTE

2.256.412

1.805.129

2.482.060

3.635.817,55

MA

962.633

770.106

1.058.900

1.546.613,07

PI

487.684

390.147

536.450

427.989,31

CE

1.312.299

1.049.839

1.443.530

1.150.889,77

RN

484.283

387.426

532.710

424.650,73

PB

636.506

509.205

700.160

559.304,73

PE

1.378.588

1.102.870

1.516.450

1.209.307,77

AL

452.909

362.327

498.200

403.278,21

SE

294.579

235.663

324.040

259.529,62

BA

2.157.933

1.726.346

2.373.730

1.890.908,60

NORDESTE

8.167.412

6.533.930

8.984.170

7.872.471,81

MG

3.088.981

2.471.185

3.397.880

2.696.927,91

ES

526.586

421.269

579.250

461.358,38

RJ

2.773.556

2.218.844

3.050.910

2.418.412,84

SP

6.826.932

5.461.545

7.509.630

3.452.005,25

SUDESTE

13.216.055

10.572.844

14.537.670

9.028.704,38

PR

1.658.765

1.327.012

1.824.640

838.899,75

SC

915.644

732.515

1.007.210

463.122,31

RS

1.918.606

1.534.885

2.110.470

965.070,91

SUL

4.493.014

3.594.411

4.942.320

2.267.092,97

MS

426.995

341.596

469.700

373.807,49

MT

425.074

340.059

467.580

680.264,03

GO

835.771

668.617

919.350

733.587,58

DF

322.525

258.020

354.780

164.962,83

C.OESTE

2.010.364

1.608.291

2.211.410

1.952.621,93

BRASIL

30.143.256

24.114.605

33.157.630

24.756.709

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

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